O Pai é Suficiente

 “Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. ” (João 14.8)

Confesso a você que todas as vezes que me deparo com essa passagem fico constrangido. Meu coração se parte. Meus olhos lagrimejam. Vejo nestas linhas a sinceridade, humildade e inocência de Filipe ao dizer a Jesus: “Mostra-nos o Pai, o que nos basta”. Isso me fascina!

Filipe, mesmo em sua ignorância, não conseguindo ainda compreender que o “Pai” estava presente entre eles na pessoa de Jesus, mostra sua intenção e desejo singelo: “Ele queria ver o Pai. Nada além do Pai. Somente o Pai, sem necessitar de mais nada”. Ah querido irmão, quem dera tivéssemos um coração como daquele homem. Oxalá um dia possamos estar tão desprendidos deste mundo ao ponto de dizermos ao Senhor: “Mostra-nos o Pai, o que nos basta”!

Tantas coisas ao nosso redor, tantos sonhos, tantas metas, tantos alvos, ambições, conquistas, anseios! A “feira da vaidade” está a nossa frente, o tempo todo, querendo nos seduzir. Contudo, uma coisa só é necessária: “Conhecer a Deus, o Senhor”.

Certa vez ouvi sobre um jovem seminarista chamado João Batista. Ele recebeu o apelido de “o homem que gostava de orar”. Suas notas eram as melhores. Ele era o aluno mais quebrantado, santo e zeloso do seminário. João Batista cooperava em uma igreja local. Tudo que fazia lograva bom êxito. Era reconhecido e querido por sua igreja. Entretanto, ele não tinha nenhum ministério oficial. Seu pastor sempre o convidava para ocupar algum cargo, e ele invariavelmente rejeitava.

Aconteceu que um dia seu pastor resolveu pressioná-lo dizendo: “João Batista vou te preparar para ser um pastor, você quer ser um pastor?” Ele respondeu enfaticamente: “NÃO!” O pastor continuou: “Vou te colocar como um pregador oficial, você quer pregar?” Ele novamente disse: “Não!” Que tal ser um diácono, perguntou o pastor. João Batista mais uma vez negou dizendo: “NÃO!” Indagou então o pastor: “João Batista, o que afinal de contas você deseja? O que você quer?” João Batista, emocionado, respondeu: “Eu quero Deus pastor! Eu quero Deus! Me dê Deus, por favor! Me dê Deus!”

Que testemunho! Esse deve ser o grande anseio, o grande anelo de todos os crentes: ” Mostra-nos o Pai, o que nos basta”. Que a partir de hoje todos os seus sonhos deem lugar para o que realmente importa: “Amar e conhecer a Deus de todo o coração!” Que seu pedido, a exemplo de Filipe, seja: “Mostra-nos o Pai, o que nos basta”.

Paulo Junior

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